A Laborline, através dos seus serviços Medição e Monitorização, garante a sua fiabilidade, a satisfação dos clientes e cumprimento de exigências legais e/ou requeridas por outras entidades. Tal ação inclui recolha e análise de dados, realização das Medições e Monitorizações, tratamento de resultados e posterior emissão do respetivo relatório. Há ainda uma cedência de informação aos interessados no que concerne a dados relevantes e necessários à melhoria do rendimento da empresa. Deste modo verifica-se a necessidade de ações de melhoria e de metodologias aplicáveis.
Mediações e Monitorização:
Ruído Laboral e Ambiental:
- Avaliação dos Níveis de Exposição ao Ruído.
- Avaliação de Incomodidade.
- Determinação do Critério de Exposição Máxima.
A exposição ao ruído dos trabalhadores pode causar diversas perturbações da audição aos mesmos. A exposição de curta duração e pressão sonora elevada pode causar lesões auditivas imediatas, a níveis sonoros elevados pode provocar zumbidos constantes nos ouvidos, designados por acufenos, que podem ser o sinal da afetação da audição do trabalhador.
Em casos extremos pode verificar-se a perda permanente da audição, que é uma das consequências mais graves da exposição ao ruído, e que normalmente decorre de um processo continuado de exposição a níveis de ruído e tempos de exposição que ultrapassam os limites a que o organismo resiste.
Deste modo, o ruído é um dos riscos físicos mais relevantes, pelo que se deve assegurar a monitorização dos locais de trabalho sujeitos a este risco, assim como a vigilância médica e audiométrica da função auditiva trabalhadores expostos ao ruído.
Há que ter em consideração os vários níveis de ruído, e as várias bandas de frequência e verificar a sua nocividade, uma vez que não iguais nas várias bandas, assim como a susceptibilidade de cada trabalhador, que pode originar efeitos diferentes mesmo dentro do mesmo grupo exposto á mesma exposição.
A monitorização no local deve ser feita mediante o procedimento e equipamentos adaptados às condições existentes.
Exposição a Vibrações no Corpo Humano
Tal como o ruído, as vibrações podem ser indesejáveis e perigosas, e estão presentes nos locais de trabalho, nos transportes e até em casa.
Quando não eficazmente controlada, a vibração é um fenómeno difícil de evitar. A produção de vibração está normalmente associada a desequilíbrios, tolerâncias, folgas das diferentes partes constituintes de cada máquina, ou ao efeito de forças desequilibradas em peças com movimentos alternativos ou rotativos, e podendo ainda resultar do contacto da máquina vibrante com a estrutura.
Se as vibrações assim produzidas, mesmo as de pequena amplitude, podem excitar as frequências de ressonância de outras partes de equipamentos ou de materiais, dando deste modo origem a importantes fontes produtoras de vibrações de maior amplitude e igualmente ruído.
Pelos efeitos nefastos das vibrações sobre o homem, equipamentos e estruturas das construções, há todo o interesse em quantificá-los segundo determinados parâmetros a fim de avaliar riscos e proceder ao seu controlo.
A avaliação da necessidade de monitorização da exposição a vibrações no local deve ser feita mediante o procedimento adaptado ás condições existentes.
Ambiente Térmico
Ambiente Térmico
Um adequado e agradável ambiente de Trabalho é um fator essencial tanto no bom desempenho do trabalhador nas suas funções, como na prevenção do aparecimento de problemas de saúde nos trabalhadores que podem inclusive provocar a longo prazo doenças profissionais.
Deste modo é necessário avaliar e controlar o ambiente térmico nos locais de trabalho, através de procedimentos e equipamentos adequados para analisa as temperaturas, do ar e da radiação, a humidade relativa e velocidade de ar.
Iluminância
Uma iluminação correta num local de trabalho contribui para que as condições do mesmo não provoquem tensões psíquicas e fisiológicas aos trabalhadores, proporcionando desta forma um aumento da produtividade, motivação e desempenho no trabalho desempenhado.
Quando a iluminação não é adequada e insuficiente, além de não haver rendimento de trabalho, pode induzir o aparecimento de Stress, dores de cabeça, fadiga física e nervosa etc., podendo levar mesmo ao absentismo.
De modo a garantir um determinado nível de iluminação nos locais de trabalho, procede-se à avaliação das condições de iluminação nos locais de trabalho, nas instalações da Empresa Cliente, quando solicitado.
Contaminantes Químicos
A gestão dos riscos químicos requer a avaliação de contaminantes químicos presentes no local de trabalho, que inclui procedimentos de monitorização e processos de substituição de substâncias por outras menos perigosas.
A primazia da investigação em matéria da substituição dos produtos químicos com vista a reduzir os riscos figura separadamente entre as 10 primeiras prioridades, tendo os riscos químicos também sido integrados na categoria da avaliação dos riscos, subsistindo a aplicação do princípio da precaução na regulamentação dos produtos químicos tóxicos.
De forma a assegurar a segurança dos trabalhadores expostos a ambientes considerados de risco químico, ou seja, ambientes com ocorrência de poeiras, gases e vapores, fumos, aerossóis e neblinas, líquidos e sólidos é necessário proceder-se á avaliação (monitorização) destes mesmos contaminantes de forma a verificar os seus níveis e a sua perigosidade perante o trabalhador.
Após esta análise, caso a avaliação revele a existência de riscos de exposição a agentes químicos, devem ser tomadas mediadas de proteção e proceder a uma vigilância de saúde dos trabalhadores tendo em conta os níveis presentes nos locais de trabalho.
Efluentes Gasosos
Os efluentes gasosos são rejeitos produzidos a partir de reações químicas em processos industriais de combustão, onde se encontram vários constituintes poluentes — entre eles, os mais preocupantes são os óxidos de nitrogênio (NO e NO2 – NOx) e os compostos de enxofre (SOx). A principal ação desses gases no ser humano é o ataque às vias respiratórias. Já na atmosfera, os óxidos de nitrogênio e compostos do enxofre dão origem aos ácidos nítrico e sulfúrico, sendo os principais componentes da chuva ácida. Além disso, o NOx participa de complexas reações na atmosfera terrestre que levam a formação do smog fotoquímico — atmosfera negro amarronzada constituída pelo ozônio (O3) e outras substâncias de forte ação oxidante. Na estratosfera, o NOx ataca a camada de ozônio em conjunto a outros gases, contribuindo para o aquecimento global.
A sua avaliação e quantificação minimiza os riscos de exposição a agentes químicos e permite que sejam tomadas mediadas de proteção e proceder a uma vigilância de saúde dos trabalhadores tendo em conta os níveis presentes nos locais de trabalho.
Compostos Orgânicos Voláteis
Os Compostos Orgânicos Voláteis (COVs) são substâncias químicas caracterizadas pela sua elevada volatilidade à temperatura ambiente, resultando na sua fácil libertação para a atmosfera na forma de vapores ou gases. Estes compostos incluem hidrocarbonetos, aldeídos, cetonas, éteres, ácidos orgânicos e outros compostos contendo carbono.
Os COVs podem ser de origem natural ou antropogénica, sendo amplamente utilizados em processos industriais, solventes, tintas, adesivos, combustíveis e produtos de limpeza. A sua libertação para o meio ambiente pode contribuir para a formação de ozono troposférico, smog fotoquímico e impactar negativamente a qualidade do ar interior e exterior, com potenciais efeitos adversos para a saúde humana e para o ambiente.
A sua avaliação e monitorização minimizar a emissão e os impactos dos COVs, e permite a implementação medidas de mitigação.
Poeiras
As poeiras são partículas sólidas em suspensão no ar, provenientes de processos naturais ou atividades antropogénicas, como a indústria, construção civil, mineração, agricultura e transporte. Dependendo da sua composição e tamanho, podem ser classificadas como:
- Poeiras grossas (PM10) – Partículas com diâmetro aerodinâmico inferior a 10 µm, capazes de penetrar no trato respiratório superior.
- Poeiras finas (PM2,5) – Partículas com diâmetro inferior a 2,5 µm, que podem alcançar os alvéolos pulmonares.
- Poeiras ultrafinas (PM0,1) – Partículas com menos de 0,1 µm, que podem atravessar barreiras biológicas e atingir a corrente sanguínea.
As poeiras podem conter substâncias perigosas, como metais pesados, sílica cristalina, fibras minerais e compostos orgânicos, representando riscos significativos para a saúde respiratória e ambiental
A sua avaliação e monitorização minimizar a emissão e os impactos dos COVs, e permite a implementação de medidas que contribuem para a redução da exposição ocupacional e ambiental às poeiras, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e minimizando os impactos na saúde pública e no meio ambiente.
Qualidade do Ar Interior
A medição da qualidade do ar interior (QAI) tem como principal objetivo garantir um ambiente saudável, reduzindo a exposição a poluentes atmosféricos que possam afetar a saúde e o bem-estar dos ocupantes de edifícios. A presença de contaminantes, como dióxido de carbono (CO₂), compostos orgânicos voláteis (COVs), partículas em suspensão, microrganismos e gases tóxicos, pode causar problemas respiratórios, fadiga, dores de cabeça e outros efeitos adversos.
A avaliação da QAI permite:
- Identificar e mitigar riscos associados à exposição a poluentes em espaços fechados.
- Cumprir requisitos legais e normativos estabelecidos para edifícios públicos e privados.
- Melhorar a eficiência energética e o desempenho dos sistemas de ventilação.
- Garantir o conforto térmico e a segurança dos ocupantes dos edifícios.
Radão
O radão (Rn-222) é um gás radioativo de origem natural, resultante da desintegração do urânio presente em rochas e solos. Sendo incolor, inodoro e insípido, este gás pode infiltrar-se em edifícios através de fissuras no solo, materiais de construção e sistemas de ventilação inadequados.
A legislação obriga à realização de medições em diversas situações:
- Edifícios públicos e locais de trabalho localizados em zonas de risco elevado – Devem realizar medições regulares para garantir que os níveis estão abaixo dos limites legais.
- Edifícios novos e reabilitados – Devem incluir medidas preventivas para evitar a acumulação de radão.
- Subsolos, caves e pisos térreos – Espaços com maior propensão à acumulação de radão devem ser monitorizados periodicamente.
A exposição prolongada ao radão está associada a um risco acrescido de cancro do pulmão, sendo considerada a segunda principal causa desta doença depois do tabagismo. Assim, a medição do radão visa:
- Avaliar a concentração do gás em ambientes interiores, especialmente em zonas de risco elevado.
- Cumprir requisitos legais e normativos para proteção da saúde pública.
- Implementar medidas corretivas para reduzir a exposição humana.
- Garantir a segurança e bem-estar dos ocupantes dos edifícios.